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A
visita
Vesti-me de branco...
porquanto assim o esperavas,
assim o querias...
assim o dissestes...
Porque assim eu acreditava que virias...
E na leveza da transparência diáfana
encontrei-me nos braços do sonho...
Entreguei-me sôfrega ao sono,
pois somente assim me visitarias...
E esperei...
Esperei...
Talvez não acreditasse ser possível
cumprires o que, em brincadeira,
me fizestes acreditar....
Mas entreguei-me, feliz, à tua espera.
Vestida de branco como pediras....
E dormi...
Sonhei...
Assustou-me a tua chegada, embora mansa...
Pisastes tão leve que só senti tua presença
quando, ao teu toque, estremeci...
Chegastes tão perto que senti teu hálito quente
a soprar-me o rosto adormecido...
Querias assegurar-te se, de verdade, eu dormia?
Num sobressalto quase acordei...
Surpresa? Susto? Saudade?
Não sei....
Queria tanto que viesses...
E ali estavas... comigo...
Como prometestes que virias...
Hoje acordada e consciente...
Não consigo pensar em outra coisa.
Viestes mesmo ver-me...
cumpristes o prometido...
E da tua visita tão doce, tão suave como brisa,
restou-me apenas
o perfume que, do teu jardim,
trouxestes prá me deixar como prova.
Acordei sentindo nos cabelos
um doce perfume de jasmim !!!
Autor desconhecido
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